A seringa hipodérmica é uma das invenções mais significativas no campo da medicina, facilitando a administração eficiente de medicamentos e desempenhando um papel crucial em campanhas de vacinação em massa. Sua evolução, que começou no século XIX, deve muito a figuras como Alexander Wood, Francis Rynd e Charles Pravaz, que contribuíram com inovações fundamentais.
A EVOLUÇÃO DA SERINGA HIPODÉRMICA
A seringa hipodérmica foi projetada inicialmente por “Alexander Wood”, que utilizou um tubo de vidro com pistões para a administração precisa de medicamentos. Em 1853, Wood injetou analgésicos em um paciente, marcando o início do uso moderno da seringa. De forma paralela, “Charles Pravaz” e “Francis Rynd” também realizaram contribuições importantes, como a invenção da agulha oca por Rynd e o design metálico de Pravaz.
O PAPEL CRUCIAL NA VACINAÇÃO
Desde a primeira vacina contra a varíola, desenvolvida por “Edward Jenner” em 1796, a necessidade de métodos eficazes de vacinação levou à procura por dispositivos de injeção mais eficientes. A transição de cortes de pele para injeções hipodérmicas representou um grande avanço na segurança e eficácia da vacinação.
A INDÚSTRIA DE SERINGAS NO BRASIL
No Brasil, a indústria de seringas passou por um significativo desenvolvimento ao longo das décadas. Em 1994, o país contava com cinco fábricas de seringas: IBras, BD, INJEX, SR e Plascalp. Contudo, no final dos anos 90, a IBras não conseguiu acompanhar as mudanças do mercado e deixou de operar. Na década de 2000, a Plascalp despediu-se do setor, encerrando suas atividades.
Após esse período turbulento, a SR iniciou a fabricação de seringas hipodérmicas em 2012, na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Esse passo foi um marco na recuperação da indústria de seringas na região. Em 2023, a fábrica da SR em Manaus destacou-se como o maior fabricante de seringas hipodérmicas do Brasil. Em 2025 a SR Manaus completou 25 anos selando um quarto de um século sob a gestão de Luiz Antônio Saldanha Rodrigues.
A CONTRIBUIÇÃO DA SR DURANTE A PANDEMIA
Nos anos de 2020/21 e 2022, a SR ajudou a construir a história da vacinação contra a COVID19 e essa marca foi parceira da prevenção da saúde do povo brasileiro na contenção da COVID-19. Naqueles anos os colaboradores da SR trabalharam incansavelmente, durante 24 horas, por semanas a fio, para garantir que cada cidadão tivesse ao seu alcance as seringa e as agulhas necessários para se vacinar. Com o fornecimento das seringas e as agulhas para atender o Ministério da Saúde as fábricas da SR não deixou faltar produtos nos outros estabelecimentos de tratamento da saúde tais como os hospitais, clínicas, consultórios médicos e odontológicos e, principalmente para os pacientes diabéticos. As empresas mantiveram suas unidades operando par que os portadores de diabetes mantivessem suas rotinas de aplicação sem dificuldades, mesmo acontecendo a maior batalha de vacinação de todos os tempos no Brasil, coordenado pelo Programa Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde do Brasil.
Além de atender ao Brasil, a SR também forneceu seringas para vacinação à Argentina e ao Paraguai. Dentro da cesta de produtos para a COVID-19, as seringas com agulhas hipodérmicas foram aquelas que não apresentaram alavancagem de preços no Brasil, permitindo que as fábricas atendessem a população com preços justos.
Enfim, a seringa hipodérmica com ou sem agulha não é apenas uma ferramenta médica, mas um símbolo da evolução e inovação no tratamento de saúde. Sua jornada, fortemente marcada pela história de contribuição de diversos inventores, reflete a importância deste dispositivo ao longo do tempo, além de destacar o papel fundamental da indústria brasileira na saúde pública, especialmente durante a pandemia.
Saldanha Rodrigues Ltda