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A via de administração do imunobiológico deve seguir as recomendações do fabricante e órgão competente (Ministério da Saúde), o que é fundamental para a segurança e eficácia do imunobiológico. Uma ou mais vias de administração (oral, intradérmica, subcutânea e intramuscular) são recomendadas para cada vacina e estão listadas tanto pelo fabricantes como em recomendações de programas de imunizações.

Deve-se tomar cuidado para que não ocorra a via endovenosa. Apenas em situações muito específicas como no tratamento de difteria, se utiliza a via endovenosa. A indicação das vias de aplicação devem ser seguidas com atenção, sob pena de ocorrerem reações adversas graves ou perda de imunogenicidade.

Como exemplo, podemos citar a aplicação subcutânea das vacinas que contenham adjuvantes (dT, DPT, DaPT ou DT), que devem ser aplicadas via intramuscular profunda, levando a intensa irritação local com induração e até formação de granuloma. Quanto a diminuição da resposta imunológica, podemos citar a vacina contra hepatite B e as vacinas contra a raiva que, se aplicadas por via subcutânea (geralmente em região glútea) apresentam resultados de conversão sorológica muito inferiores do que observados com a aplicação por via intramuscular. Por esta razão preconiza-se a sua administração na região deltóide (IM). Entretanto, a injeção subcutânea minimiza os riscos de lesão local neurovascular e é recomendada para vacinas, como as de vírus vivos, que são pouco reatogênicas e altamente imunogênicas quando administradas por esta via.

 

VIA INTRADÉRMICA (ID)

 

Agulha e seringa: Agulhas 13x4 ou 13x4,5 / seringa de 1 ml. O volume injetado com freqüência é menor que 1 ml

 

Sítio preferencial: face flexora do antebraço (habitualmente tem menor panículo adiposo), porém a vacina BCG é administrada em região deltóide do braço direito (padronizado pela Organização Mundial de Saúde)

  • Inserir agulha com bisel voltado para cima em ângulo próximo de paralelo ao eixo do membro.
  • Aspirar o êmbolo antes da injeção. Atenção para não haver inoculação subcutânea.
  • Após a aplicação deve haver formação de pequeno abaulamento no local (mácula branca que desaparece em seguida).
  • Comprimir (preferencialmente o próprio paciente) o sítio de injeção após a retirada da agulha.
  • Algumas aplicações ID, pela natureza da substância inoculada não permitem antissepsia com álcool (BCG, Mantoux).

 

VIA SUBCUTÂNEA (SC)

 

Agulha e seringa: Agulhas 13x4, 13x4,5, 20x6 ou 20x5,5 / Seringas de 1ml

 

Sítio preferencial: região deltóide ou face posterior do braço em crianças mais velhas e adultos e face lateral de coxa de lactentes. Pode-se aplicar fazendo um ângulo de 45º ou de 90º da agulha com a pele, depende da região anatômica e da espessura do tecido subcutâneo, sendo isto também o que determina que agulha utilizar.

  • Deve-se pinçar a pele formando uma prega cutânea e garantindo a aplicação em região subcutânea.
  • Aspirar o êmbolo antes da injeção
  • Comprimir (preferencialmente o próprio paciente) o sítio de injeção após a retirada da agulha

 

VIA INTRAMUSCULAR (IM)

 

Agulha e seringa: a agulha deve ser longa o suficiente para alcançar o plano muscular e de calibre que permita a passagem do volume e viscosidade do imunobiológico administrado. Deve-se levar em conta, portanto, não só a massa muscular do indivíduo, como o imunobiológico utilizado. Agulhas em geral 30x7, 25x7ou 25x8 para adultos e adolescentes e 20x6 para recem nascidos (RN) e lactentes / Seringas: 1ml, 3ml, 5ml ou 10ml conforme volume a ser infundido.

 

Sítio preferencial: região deltóide em crianças acima de 10 kg e adultos e região da face lateral de coxa de RN e lactentes.

  • Em adultos ou crianças maiores que necessitem de administração de grande volume de imunobiológico, deve-se utilizar o vasto lateral (face lateral de coxa) como alternativa à utilização dos deltóides.
  • A região glútea não deve ser utilizada devido ao risco de lesão do nervo ciático e da maior probabilidade de injeção subcutânea e não intramuscular exceção se faz às imunoglobulinas cujos volumes são freqüentemente maiores, devendo-se até mesmo fracionar volumes para aplicação em vastos laterais e glúteos (segundo capacidade de absorção de cada músculo), reservando-se o deltóide para as vacinas quando aplicadas simultaneamente.
  • Comprimir (preferencialmente o próprio paciente) o sítio de injeção após a retirada da agulha. Em alguns indivíduos é necessária a compressão local por tempo mais prolongado (alterações de coagulação, massa muscular hipertrofiada) ou uso de gelo local antes e após a aplicação pela possibilidade de maior sangramento local.
  • É importante ressaltar que variações relativas à dose, via e sítio de administração recomendados podem resultar em proteção inadequada e risco aumentado de reações adversas.
     


 

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